quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Pilot / Lips and hips

"Tenho em mim todos os sonhos do mundo."
E nos meus anos mais ferozes de adolescência, querido Fernando Pessoa, esse verso regeu minha vida - e todas as vidas dentro de mim.
(...)

É complicada essa história de "primeiro post". Sei que deveria falar um pouco mais sobre mim - algo entre um resumo geral e uma descrição detalhada. Mas, por outro lado, não vejo a hora de mandar logo qualquer insight complicado de ler, entender ou agradar - mas com doses de filosofia barata o suficiente pra impressionar.
(Vejam bem essa confusão já de cara! De antemão, peço desculpas a quem se arriscar e ler.)
Então, a história de "todos os sonhos do mundo"... Quem é que não tem?! Hoje, ouvindo música e ansiando pelo final de semana incrível, em potencial, eu desatei a escrever e idealizar um desses sonhos todos, sabe. Ah, eu sempre me entendo melhor criando personagens instantâneos, haha. Mas então... música, noite.


Joga os bracinhos pra cima e canta de olhos fechados. O sol se pôs já tem horas, e o que era tarde e virou noite, já foi virando madrugada. Como se o mundo todo tivesse fechado os olhos com ela, solta o corpo todo e sente a música deslizando eletricamente pelos ossos, daí os nervos e então a musculatura toda. Contrai e e descontrai. Roda girando e gira rodando. Sente o peso em uma perna dançando pra outra, e depois de volta. O calor e o suor. Os sorrisos no escuro. As músicas preferidas e os abraços musicados. O corpo incandescente, gerando e bebendo energia, simultaneamente. Os pés, que doem, esquecem da dor e se confundem rápido no chão, pra um lado e sem metodologia nenhuma, depois pro outro. O resultado disso tudo é puro movimento, movimento puro, que perde em padrão, mas ganha muito e ganha tudo em beleza. Aos acordes mais intimistas, é concedida uma pausa vital, dessas que os olhos se apertam ainda mais, a mãozinha toca o peito e a voz ruge o refrão. ~ Já é hora de parar, porque o corpo sempre quer parar antes da mente. Todos os dez mil pretendentes invisíveis lamentam em silêncio e acompanham com a cabeça a saída cansada da dançarina dourada, com suas roupas modernas e aquele semblante europeu. Exausta e insatisfeita, abre os olhos, finalmente. A rua fresca e molhada de garoa, vazia e suja de um sábado a noite que já acabou, sopra no pescoço dela uma notícia conhecida (...) Semana que vem tem mais.

3 comentários:

  1. Mina, enfim blogastes.
    Vim com entusiasmo conferir a sua criação para um significativo post de inauguração... Isso sempre é coisa séria. Por isso, me achei até besta de esperar a postagem mais fantástica de todo o mundo... Mas, veja, mesmo com essa alta expectativa, juro não ter me decepcionado :D.
    Não conhecia "Reckless serenade", e imaginava algo (ainda) mais intimista no início do texto e um pouco (bem) mais agitado, ao final do post. Mas gostei da música :B.
    Se contenha nos insights complicados de ler. Gosto só dos complicados de se entender ;D.

    Ah, um trecho de música pá-ti:
    "I'm no stranger to this place
    where real life and dreams collide,
    and even though I fall from grace...
    I will keep the dream alive."

    Estarei acompanhando as futuras postagens, sempre.
    Nóes ;D

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  2. Kennedy, não liga não, o Nicolas sempre vai ter um MAS pra falar de suas postagem. É algo que está contido nele e não tem como mudar.

    Mas sobre seu post, quero dizer que curti demais! Me surpreendi com a maneira que você conta as coisas, sei lá, curti o estilo.

    Que venham as próximas postagens! xD

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  3. parabéns Victória! Desculpa a demora por comentar, mas acabei achando tempo para desvendar seu blog hoje. Já seguia antes mesmo desse 1º post e não me arrependo da aposta que fiz. Belas e simples elucidações sempre são boas também! Welcome to this place.

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