quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Final diagnosis

Estamos entrando na nova temporada de séries. Tudo (re)começa entre final de setembro e comecinho de outubro. Até que enfim, né? O que me lembra... meus oito anos de House, como foi acompanhar o series finale e como é triste saber que não recomeça mais, agora em setembro. Fiz um post bem meloso na época! Segue.

Terminei de ver agora. Chorei de Teardrop, a música de abertura que apresenta os atores, até o finalzinho dos créditos, quando aparecem as produtoras engraçadas. E teve momentos que eu tava chorando tanto, que precisava pausar e respirar fundo. Ok. Vocês vão chamar de exagero... Eu também, na verdade. A real é que eu atribuo muito sentido pra séries e livros, filmes e todas essas outras coisas fictícias. Além disso, essa é a minha série favorita de verdade, de coração. Além disso também, as coisas não deram certo com a tradução, as coisas não tão dando certo aqui em casa, as coisas simplesmente... pararam de dar certo, e hoje eu tô mais sensibilizada. Enfim. O episódio foi forte, interessante. Não foi o melhor, dizer isso seria exagero - eu consigo pensar em uma pancada de episódios que eu amo e considero melhores antes desse - especialmente, haha, porque essa mágoa por ser o "último" não girava em torno deles! Não, mas sério, foi um grande episódio... complexo, trágico, nauseante e ao mesmo tempo lindo - do jeito que precisava ser, do jeito da série toda de ser. Foi bonito ver o egoísmo do doutor se mutando no maior gesto altruísta do mundo e, ainda sim, egoísta! Hahaha, difícil explicar, nem quero! Seria só me maltratar tentar colocar em palavras, aqui e agora, o quanto eu acho esse personagem brilhante, nesse ou em qualquer outro episódio... seria só doloroso. Tiveram pontos tristes, dignos do choro compulsivo de alguém que acompanhou as oito temporadas, okay. Outros felizes, de encher o coração de amor mesmo, igualmente emocionantes. Mas cara... o meu choro desconsolado, da abertura ao fechamento, eu confesso, foi 95% baseado no fato de que esse era O final de uma trama que mudou a minha vida. Que me acompanhou por anos. Que me divertiu, entreteu, ensinou, completou, ajudou, consolou - ou me deixou puta, louca de ira e tristeza, desacreditada do mundo e das pessoas - igual as coisas que a gente ama normalmente tendem a fazer. Eu amei tanto as minhas 178 horas no Princenton-Plainsboro. Eu amei tanto as equipes, as mudanças, as constantes, os casos, e as soluções. E as personalidades criados!, a forma humana, dantesca e genial como elas se cruzavam e estapeavam a gente de realidade, mesmo sendo fictícias. Eu... amei tanto a ideia de passar seis meses por ano, toda a segunda-feira, dependendo de um episódio novo - e dependendo pra sempre! Mas a segunda-feira 21 de maio chegou rápido e... levou embora tudo isso. Então sério: Eu odeio House MD por ter acabado. Mas eu amo... eu amo, muito & muito mais, por ter existido. Obrigada. Obrigada Fox, David Shore, Hugh Laurie... Obrigada! I regret nothing. E desafio qualquer série a superar, no meu coração e na crítica, o poder dessa.

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