quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O maior sono do mundo? Tá pago.

"Não, não, não. Sem essa de dizer que não me ama mais, bebê."

Ontem a nossa conversa boba (a mais boba e cor-de-rosa do mundo) foi sobre isso. Sabe quando as carências comutam e as coisas começam a ficar "engraçadas, se não fossem trágicas"? Pois é. É quase um eclipse, um eclipse de precisar dele e esperar que ele precise de mim também, assim, na mesma madrugada, com a mesma intensidade. E aí a gente tenta manter o tom sóbrio e a razão, mas só consegue rir baixinho de tudo & qualquer coisa, pensando despropositadamente na boca um do outro, assim, via telefone mesmo.

Umas sms alteradas, mas nunca [mais] bêbadas foram sendo trocadas, até que eu fui convencida a chegar em casa, me enrolar num pijama antigo e pegar o telefone. Ligo, eu ligo. Enfrento a fúria da minha mãe depois, quando já estiver tudo bem porque nós conversamos durante horas, eu me comprometo a pagar um certo terço das ligações internacionais. Embora você seja o cheio da grana, eu ainda gosto de fingir que sou a justa. Só que "atende logo", porque quando chama 4 ou 5 vezes, eu já penso em todas as anglo-saxãs que poderiam (e deveriam, só que não) estar aí enroladas nas suas cobertadas e o meu estômago fica doido!

Questionou todo o meu dia, sem direito merecido, mas com todo o direito conquistado... Dei as evasivas de sempre e lancei uma nova, pra deixar sua âncora suspirando aí do outro lado. "Ei, você não tá aqui, lembra? Isso muda tudo quanto ao que eu posso e devo fazer, e você sabe." Aí quis voltar a brincar, porque é verdade: a gente se precisava leve, bobo e cheio das risadinhas, hoje. Ficou falando que não acreditava mais em nada do que eu, às vezes, irada e machucada, gritava por aí. Que eu posso tentar, mas simplesmente não tenho mais como amar alguém como amo ele. Folga, mas muita, muita folga mesmo. E tava rindo!, baixinho, morto de preguiça e sono privado, mas todo sagaz, ainda sim, e risonho... só pra me lembrar de como a voz rouca e as risadinhas de contentamento vem fácil, descaradas e doces, no meio das madrugadas de quinta - só pra me mostrar como elas ainda me derrubam, me fazem derreter em cima do meu próprio travesseiro. 

Bom, agradeço ao leitor, mas é só. É só um relato. Nada pra ser extraído, disso aqui. Nenhuma frase mágica que gere sentido pra toda a descrição melada acima e compense o post, nada, nadica de! É só isso. Tem sido isso desde 2007. A bagunça - sem fim - que raramente nos presenteia com o tal do eclipse e deixa as âncoras se cruzarem quentinhas durante três horas e quarenta e dois minutos de, humph, telefone. (...) Muito, mas muito sono mesmo, hoje. Só que ele tá pago, né!


Um comentário:

  1. Sério... Casem! E não deixe de presentear a gente com seus relatos que também nos fazem suspirar!

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