domingo, 9 de setembro de 2012

Segunda-feira sempre volta

A dor de cabeça e o vento quente. Quando cai a noite, o vento tende a esfriar. Mas dentro de casa continua um inferno.
Pingou sangue dos dedos e do nariz, hoje. Quem consegue se cortar fazendo check-in? Já as veias subdesenvolvidas do sistema respiratório, não aguentam a falta de chuva e não entendem nada sobre despressurização.
O calor. Não faz sentido nenhum passar calor no inverno. Foi por isso que o encontro com o banco vazio, beira-mar, em uma cidade bem ao sul de casa, esperando o vendo gelado soprar as ideias, foi o escape do feriado.
Mas eu odeio essa história de escape. Escapar de quê? Pra quê? Pra onde...? O feriado sempre acaba. E, não que eu tenha sido especialmente feliz neste, mas até a tal da contemplação do vazio ficou mais bonita em Floripa. Só que sempre acaba... E a gente volta pro metrô, para os narizes sangrando, para a rotina sufocante de relações vazias, pra existência limitada e as vontades rogadas. A gente sempre foge pro sul, alguns fogem pra Irlanda. Alguém sempre volta, alguém sempre fica. E alguém sempre volta a ficar sozinho no escuro, no frio, no Sul, Sudeste, calor, beira-mar ou metrô. Sempre acaba assim. Sempre.

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