sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Deixa disso, 2012!


Não sabia com que foto ilustrar esse monte de baboseira. 
Percebi, então, que sempre pode ser com peônias.



Olha só, tá todo mundo falando do Ano Novo.
Eu sei que é importante renovar, sempre é. E que a meia-noite do dia 31 é só uma data simbólica, um chamado e um convite pra esse processo se iniciar. 

O ideal é se renovar harmonicamente, pulando ondinhas, respirando fundo, compartilhando abraços e desejos positivos do lado de quem a gente gosta. Mas... agora aqui, tentando pensar em metas e alvos de mudança, percebo que a minha impaciência capricorniana nem ligou pro simbolismo. Esse ano, esse ano escuro, maluco e encantador, o lance de "se renovar" foi ininterrupto, caótico e veloz - não esperou meia-noite, nem dia 31.

Eu gosto de tomar muito cuidado nesses textos aqui. Dificilmente tem haver com o que os outros vão pensar. É que é perigoso almejar por um ano mais calmo, melhor e mais bonito. Sem falar que 2012 foi tudo isso sim, à seu modo! E também não sou e nem quero ser o próximo Paulo Coelho (até porque este posto já está tomado). Então nada de conselhos e manuais cor-de-rosa.

Umas lembranças, uns agradecimentos caprichados... antes de arquivar esse dois mil e doze feroz.

Aquele abraço pra quem permanece. Desde irmão de sangue, à irmã de alma. Não devia agradecer nada que vem de vocês, pois nosso pacto silencioso de lealdade absoluta deixa a obrigação de "estar sempre lá" implícita. Então, não vou agradecer... Acho que vou só é abraçar mesmo, e relevar, e renovar, e fortalecer sempre.

Aquele sorrisão pra quem chegou, e ficou. Principalmente os que vieram de mala e cuia, falando de futebol, política, música boa e dia-a-dia dividido. Vocês... me salvaram, sabe? Parece que foi tudo, assim, meio planejado mesmo! Fora uns incidentes de caráter nulo e estado mental duvidoso que a gente sempre acha pelo caminho, cada um de vocês tomou pra si uma importância gigantesca aqui dentro, e foi quando eu mais precisava. Tem gente aí que eu nem vou mais ver todo dia, e por isso eu agradeço. Em compensação, perdi o contato diário com uns cinco ou seis que eu já tava mais do que apaixonada por! É pra lamentar sim, mas não significa mais nada além do que de fato é: contato diário - em falta; o resto, só cresce e tonifica.

Aquela piscadinha pra tal da outra metade da laranja. Quem disse que o mundo não acabou esse ano, não sabia do que tava falando. 2012 fez a gente de tonto, deu na cabeça e no meio, separou e fez doer pra valer. Pobre de nós dois, brincando de "final infeliz"! Foi infeliz sim, esses meses sem você... Só que aí eu lembrei que meu coração é o seu coração, e juntos eles batem, em unissom, como o um só que de fato são, pra sempre, meu amor

Aquele au'revoir pros erros. Pros erros todos...! Desde os cometidos por mágoa, saudade, irracionalidade. Aqueles planejados, também: tchau pra eles, por favor! E principalmente pros erros dos outros. Longe de mim ser pura e espiritualizada à ponto de colocar meu destino na mão de um karma que eu nem acredito - até porque, isso é papinho de gente mal-intencionada, sempre. Também sou péssima pra esquecer e perdoar. Mas posso ignorar, justificáveis ou não, os erros alheios. Então, feito.

Tem também um último beijo pros pretendentes, paixãozinhas e desconhecidos do ano. Advinha quem namorava desde sempre e cresceu muito com tudo o que aconteceu esse ano? É... hahaha, foi divertido! Não devo falar muito mais, em respeito à um certo amor-da-minha-vida que passa por aqui, mas experiência é sempre bom! Sem falar dos feitos - conquistas míticas! Tiveram também os beijos que me roubaram, e as festas e noites que, sim: eu prefiro nem lembrar!

Tem, ainda, aquele dedo médio bem alto e levantado pra quem só veio fazer bagunça, escândalo e maldade. Entendi, finalmente, porque eu gosto mesmo é de seguir os caminhos da diplomacia: conflito me enjoa. Não é porque eu não sei brigar, me defender ou... marcar território (pois é, Guilherme). Eu sei. Descobri mais: que consigo (e preciso) ir sempre até o final, cabeça à cabeça. Não quer dizer que eu goste. Não acredito em paz absoluta, se é isso que está ficando implícito. Mas guerra... me enjoa. Baixaria e deslealdade, mais ainda.

All said, tem o tal do ano novo chegando, né? Cheio de esperança! Ok, me rendo à um único parágrafo pra pedir por 2013. Ia de "fé", mas essa é uma palavra muito especial e complicada. Dificilmente a uso, e é pra não usar em vão. Esperança, então: de que vai melhorar, e dar certo onde tem que dar. De que o "irremediável" vá doer menos, e ensinar mais. De que os "altos" e "baixos" vão ser, respectivamente, mais grandiosos e menos penosos. De que cheguem amigos novos e laços ainda mais apertados pra enrolar os antigos!, e de que os babacas que vem só pra tirar sangue, cortem caminho. Porra, muita esperança então! Pros sorrisos se firmarem, e pra que aquele montão de lágrimas, que a gente como fêmea sabe com certeza que há de vir, sejam só salgadas - sem o amargor. Basicamente, eu tô cheia de esperança. E desejo de verdade que os meus, e os vossos -, próximos 365 dias sejam, não perfeitos, quiçá "melhores" - mas que a gente possa se orgulhar muito deles.

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