segunda-feira, 22 de abril de 2013

Manifesto semanal

Veja bem, segunda-feira, você não entende nada de amor. Se entendesse, nos pouparia de suas tarefas - sem prejudicar nossos sonhos e lutas constantes. Ia ser possível faltar, sem perder matéria e presença. Ia ser aceitável folgar, sem pedir permissão aos editores que lutamos para, um dia, vir a ser.
Mas deixe estar. Você só dura vinte e quatro horas! E mesmo que nos estripe do direito de passar o dia abraçadinhos, fugimos para o telefone. Combinamos um golpe de estado, nesse meio-encontro cronometrado. Não te atingimos diretamente, é bem verdade... Miramos em um de seus frágeis aliados.
"Quarta-feira, vem me ver?" 
"Sim, correndo."
Dura pouco, é claro... Após beijos contados e uma ou duas horinhas trocando sorrisos apaixonados, a milícia (nome: Rotina) descobre tudo e o levante cai por terra.
Mas deixe estar. Nem todos seus aliados são tão resistentes. A sexta-feira, coitada, se mantém cruel e disciplinada nas primeiras horas do dia - segue a doutrina. Mas acaba cedendo às nossas sofríveis reivindicações. Depois da Abril, depois da Metô, na minha, na sua casa? No cinema ou naquele barzinho... Fica tudo bem denovo.
Que a próxima ditadora (segunda-feira, sua maldita) esqueça de chegar.

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