quinta-feira, 2 de maio de 2013

Babe Vamp

Hoje o cabelão, sempre cheirando deliciosamente a baunilha, veio solto e com as pontas mais claras. Trabalho bem feito de um cabeleireiro legal, mas na minha opinião pessoal, foi o sol que encheu as madeixas de luz. Fazia tempo que não sentávamos uma do lado da outra assim. Parece tempo demais. Não foi planejado... eu cheguei de surpresa e ela e a mãe já estavam por lá. A regata de cores frias me fez pensar em sorvete. A gente se cumprimentou devagarinho, ela molhou o meu rosto com um beijo cumprido. O timbre fino das nossa mães tagarelando não está me incomodando hoje. Da janela, aberta bem em cima de nós, tá soprando um clima agradável. A minha surpreendente pré-disposição em responder sorrisos com sorrisos, não passou despercebida, e ela já tá se mexendo rápido, brincando com os próprios lábios. Não tem nada mais delicado nessa sala, nesse cidade, que as mãos dessa menina. E eu queria dizer isso pra ela agora. Queria ir tomar algo gelado depois dessa conversa sonolenta. E esquecer pra sempre todos os meus problemas. Queria sentir o cheiro do cabelo dela denovo. Sentar bem perto, em um dos bancos do parque... Sentir o vento fresquinho na nuca, e depois passar as costas da mão no rosto da Mrs. Butterfly aqui, with her caramel eyes and her vampire ways. Ela tá me olhando agora. E eu sei que esse devaneio de verão é exatamente o tipo de sugestão que tiraria ela do sério, da órbita e do... calor. Foge comigo pra um lugar que pareça, pra sempre, com essa quarta-feira a noite? A gente pode ouvir música acústica olhando pras estrelas, depois tomar litros de suco ou cerveja bem gelada, e fazer piadas sobre tudo, só pra arrancar sorrisos uma da outra. E aí, quando os nossos ossos cansarem da posição, e a nossa pele da apatia, sempre vai ter lugar pra você mais perto, e mais perto, e mais perto do que o mais perto possível! Meu único pedido: esquece esses padrões e filmes todos, menina... porque eu não quero e nem vou te prometer nada. Mas eu gosto do seu sorriso, estalando tranquilo, perigosamente perto do meu. A gente só precisa pegar essas noites ermas de verão, se jogar uma na outra e esquecer o mundo todo, durante algumas horas e noites. E só, bobinha...


02/05/2010

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