quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Sobre ânsia e opinião

Eu não vou entrar no mérito.

Eu prometi que não iria mais entrar no mérito! Jurei parar de regurgitar bílis toda vez que cruzasse com um ou outro comentário pretensioso, opiniões malformadas e preconceitos gratuitos.

Este aqui será um desabafo sem mérito. Sem foco. Não defenderá as cotas por motivos óbvios, não explicará como a perseguição de oprimidos é cega e presunçosa, não fará apelo contra a violência policial, não citará as belezas dos programas de bolsa e assistência.

Nada disso. 

Esse aqui é um ensaio de autoconhecimento. Preciso entender por que algumas das "opiniões" político-sociais de integrantes do meu círculo pessoal me assustam e machucam tanto. Pesar e medir: é porque elas são rasas, opressoras e meramente reproduzidas? É porque eles às tratam como se fossem dádivas únicas e individuais? É porque dói saber que são eles quem serão gente-grande comigo? É porque eu tenho sérios problemas para assimilar falta de tato com o próximo?

É por quê? 

Talvez seja culpa da preguiça (de vocês). Preguiça em entender - antes de criticar, veja bem - uma porcentagem mínima da gestão, dos problemas e das possibilidades do país: é ela quem me mata.

Mas calma. Muita calma. Isso aqui não é uma defesa às grandes mentes, nem aos pontos de vista que me agradam. Não é um contraponto às baboseiras que eu leio por aí, nem é a minha preciosa "opinião". Afinal de contas, cada uma tem a sua. Seja ela estudada e justa, seja ela rasa e superficial.

O importante é opinar, e opinar, e opinar.


"Muitas vezes tenho uma opinião quando estou deitado, e outra quando estou de pé."
Georg Lichtenberg

Nenhum comentário:

Postar um comentário