terça-feira, 15 de abril de 2014

Desorganizada Carta de Amor & Felicidade

Por um milhão de motivos divergentes, eu quis e (e precisei) escrever essa carta. Gostaria de poder listar, cronologicamente, alguns deles. Mas ordem e cronologia tendem a perder o sentido quando é a inspiração dando ordens. 

Em resumo, vou me justificar: para mim e para você. 

Não vou voltar ao ponto de partida, até porque ele não é apenas flores. E hoje estou “apenas flores”. Eu te amo. Do jeito maduro, irreverente e parceiro que eu sempre quis amar alguém.

Eu morreria por você, porque, por mais adulto que isso tudo possa (parecer) ser, tem uma parte maluca e intensa de mim que nunca se reprime e que, agora, é sua também. 

Não é porque eu sou doida, possessiva e controladora, eu juro! O ciúme só desponta (incontrolável) quando eu percebo que tem mais gente te enxergando como eu enxergo. Nossa, é assustador... Tem casos que vão como vieram, mais aqueles que sempre virão. E tem outros que – eu sei, você acha maluquice – não me enganam mais, nem por um segundo. Saiba(m) que eu estou mais alerta do que faço perceber. E que as sutis insinuações não passaram despercebidas. E que, pelo meu amor, eu luto até o fim, viu?

Minha mãe me disse que você tem uma aura e uma simpatia que conquistam as pessoas. E que só pode ter sido por meio deles que você conseguiu me tirar do ciclo infantil de solidão-a-dois que me prenderam quando eu ainda era jovem de mais pra protestar. Ela está certa, em partes. O que ela não sabe é que você não me tirou de lugar nenhum... Só fez nascer em mim um calor absurdo, uma vontade própria de sair, divergir, crescer e ser feliz ao seu lado

Sempre foi muito, mas muito mesmo, mais natural para eu enxergar o lado ruim ao lado bom das pessoas – vício ou virtude, esse fardo é pesado. Meus amigos sabem disso e, se escolhem ficar, é porque entenderam essa equação e se equilibram diariamente sobre nela, me dando segundas chances, praticando paciência e entendendo que a lealdade vem na mesma proporção da desconfiança. Então me desculpa se eu já confio em você o suficiente para passar o dia dividindo as minhas pequenas mágoas e inseguranças em relação a pessoas que, aos seus olhos, são neutras. Eu preciso ter certeza que “gostar” e “ficar próxima” não é perigoso e não vai doer, futuramente. Eu preciso e te agradeço por sempre entender. Por enxergar paz onde eu só vejo caos.

Sobre as nossas noites juntos: não se preocupe, não vou falar da nossa intimidade! Até porque, não sei se conheço todas as palavras e expressões adequadas para entrar nesse tópico (!). Só quero dizer que dormir ao lado, com o calor dos seus braços me acolhendo, é... Seguro. Correto. É o começo e é o final. É o “agora” sem pressa de acabar, o que, para mim, significa felicidade.


"You're the smell before rain
You're the blood in my veins."

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