terça-feira, 10 de março de 2015

My Morning Phase

Não consigo parar de ouvir o mesmo CD já tem semanas. E meu foco, para produzir qualquer coisa, anda despretensioso e preguiçoso.

Semana passada esses dois fatos - somados a mais alguns, que existiram só na minha cabeça - me fizeram querer chorar quase o tempo inteiro.

Hoje não.

Sei que 70% tem a ver com o ciclo hormonal, enfim numa fase melhor do mês. Mas não é só isso.

A gente sempre tem duas escolhas.

A gente sempre pode deitar, olhar o outro dormindo e pensar no quanto tem sorte, no quanto se sente completa e feliz, deitada ali. Ou pode deixar todo o medo de perder tudo isso entrar, e chorar baixinho.

Pode odiar cada um dos dias uteis e temer que eles sejam assim, chatos e sem perspetiva, pra sempre. Ou pode fazer o melhor possível, deixar de ser pessimista e abraçar a ambição como uma grande aliada.

É claro que a primeira opção é a correta. Demorou uns vinte e três anos, mas acho que finalmente estou entendendo isso. Pode ser a mais burra, a mais convencional, a que mamãe nos ensinou a enxergar, só pra nos proteger.

Mas também não é só isso.

Segurança não é cegueira. E felicidade pode não ser, com cuidado, ignorância.

Eu sei que estou sujeita a todas as tragédias do mundo. E sei que daqui há 28 dias, vou sentir uma bola de terror sondando meu estômago e emoções de novo (os hormônios).

Mas a gente sempre tem duas escolhas.

E por mais que essa terça-feira esteja desesperadoramente monótona e longa, até agora, hoje o sol é só meu. E a chuva, se ela vier. As horas calmas da manha também. E as agitadas do fim da tarde.

Eu prometo que vou escolher melhor.


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