quinta-feira, 7 de maio de 2015

Bonfire

Duas da manhã. Noite comum, sem graça como a maioria, mais escura que qualquer outra.

Se estivesse uns 15 graus lá fora, era muito.
Mas dentro dos ossos, correndo junto ao sangue, pulsando na polpa cerebral, só havia fogo.

Será que é genética, essa ansiedade? Será que esse ódio fugaz é culpa do estilo de vida escolhido? Será que essa angustia dantesca foi causada pelos tantos vícios?

De onde vêm essas coisas? É química ou herança? É ciência ou sentimento? É sintoma ou causa?
É o maior valor ou o pior defeito?

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