terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Great expectations

Vocês sabem, né? Vocês já sabem que eu não resisto a uma boa retrospetiva à sombra (ou à luz!) das expectativas do novo ano. Pois é, here it goes.

Dois mil e quinze foi um bonitão. Desde o primeiro dia de janeiro, até este finalzinho eminente.

Com certeza teve a ver com essa história de ser recém-formada. Ganhei um diploma e um desafio: o início da "vida adulta de fato". Eu adoro fingir que já estou completamente adaptada à ela, mas é um processo e, no meu caso, tá longe de ser concluído. E eu aprendi, esse ano, que isso não é necessariamente algo ruim. Life's learning. 

Aí, póstumas à toda essa sabedoria de boteco, começaram as sofrências reais (eu disse que o ano foi bonitão, não perfeitão). 

Realizar e realizar e realizar foi a nossa ditadura, este ano. Trabalho perfeito, aquisições que custam pequenas fortunas, viagens enormes, noitadas incríveis, coleção de amigos distintos, o melhor relacionamento do mundo, etc, etc, etc. 

Nesse caso, eu fui rebelde e me mantive confortavelmente no meu pequeno e discreto espaço. Minha maior compra foi uma TV (há!). Minha melhor viagem foi nacional. Meus melhores amigos e meu namorado continuam os mesmos. E as minhas noitadas preferidas continuam sendo humildes, regadas à bebida barata, ao lado deles.

Mas eu sou capricorniana, o significa que tenho uma melhor amiga que adora essas deixas: a bad. Passei meses me punindo por não colecionar realizações à altura das expectativas (minhas e vossas). Life's wishing.

É que, sabe... como diria Adele, a vida acontece. Em janeiro, eu até tinha tempo. E uma depressão pós-faculdade incurável. Em fevereiro, um trampo, ocupação e objetivos novos (todos assustadores). Março e Abril? Sinceramente, eu nem me lembro. Eu trabalhei, e trabalhei, e trabalhei. Maio, junho e julho? Foi mais do mesmo. Aquela inércia perigosa, aquela rotina sufocante. Agosto foi confuso, longo e perturbador. Setembro sim - esse foi um mês bacana. Outubro foi duas vezes mais agradável. Aí chegou novembro e as coisas se iluminaram de vez. Se aqueceram. Me acalmaram.

Agora só cabe verão dentro de mim. E gratidão.

Não sou religiosa, nem mesmo espiritualizada (pelo menos não ultimamente). Devoção, no meu caso, é uma coisa rara e só existe quando mesclada à lealdade. Mas hoje, nesse fim de dois mil e quinze - o bonitão - eu tô grata. Eu tô feliz pra caralho. Tô apaixonada (ainda, cada dia mais). Tô puro açúcar mesmo.

Foi um ano de nutrição & calmaria, porque tinha de ter sido. Criei novas tradições, por mais herética que essa frase pareça ser. Descobri que dividir a vida com a pessoa certa é simplesmente a maior benção alcançável. Amadureci em umas dez frentes e maneiras diferentes. E isso, dessa vez eu juro, não é só um clichê encaixado no contexto. Não é só aquela mentirinha que a gente conta todo fim de ano pra justificar as bobagens feitas. É percepção e catarse. Pode ser que seja exagerada, amplificada, enfeitada. 'cause life is beautiful.

Agora 2016, que mais me assunta do que empolga. Mas sempre é assim. As percepções otimistas & pessimistas, aqui, se invertem. And life's finding.

Bom final de quinze pra vocês. E o melhor começo possível de dezesseis.


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