terça-feira, 17 de outubro de 2017

sol

Antes de qualquer coisa, deixa eu te contar um segredo: não dá pra viver assim. Você é jovem pra caralho, coração inquieto, mente criativa e sorriso de herói.

Talvez a culpa (da expectativa) seja minha. Acho que é... mas você precisa entender: te conheci gigante. Com tempo e disposição pra fazer e pra perder amigos, se abrindo com todos, sem medo do desconhecido, contando mil causos e se propondo a vencer dez mil batalhas. É angustiante aceitar 1% a menos do que isso.

Antes de mais nada, vou contar outro segredo: não tem como isso aí, pelo que você está passando, ser fácil. Não tem mesmo! Não é exagerado eu te dizer que sei da sua dor. Não é oportunista eu te jurar que entendo cada guinada traiçoeira que seu próprio coração & mente tem dado. Não é leviano eu escolher um lado e desfecho quando nem mesmo você conseguiu. Me entenda e desculpe: queria que o seu sofrimento fosse menor e o mais breve possível.

Antes do desfecho, então, deixa eu te explicar o por quê (desse texto não solicitado): não acredito nos seus deuses estelares e não me importo com previsões e cristais. Mas, ter como core luz solar, meu caro, as vezes não é místico nem opcional. E você é feito de sol. Seu calor natural anda apagado e insone, mas isso é um desacordo temporário - uma estupidez do acaso, que pelo menos duas vezes na vida, nos acomete. Brilhar agora dói demais, mas seu mundo vai nascer de novo - como o sol faz toda manhã. Guarde um lugar, fora da sombra por favor, para mim.




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