quinta-feira, 9 de novembro de 2017

love will tear

Bem que seu o app, multifuncional e intuitivo, poderia aprender sozinho a filtrar as malditas músicas dela.

Aquelas lentas, das bandas diferentes, que normalmente são muito sensíveis e inspiradoras, que ela ensinou ele a ouvir e gostar.

Não sabe bem por que, mas, de uns meses pra cá, sempre que escutava alguma - por mais leve e bonita que fosse - sentia a garganta fechar. Não importando quão bem & apaixonados eles estivessem, era pá-pum: ele se segurava pra não chorar no táxi, em casa, na rua, quando ouvindo as coisas que ele sabia que ela amava.

No começo, pensou que fosse puro amor. E por puro amor, entenda-se "amor da forma mais pura". Ele sentia o amor dela pela música, ao ouvi-lá. Sentia o amor que sentia por ela junto. E esse combo o deixava emocionado. Por mais blasé que a explicação fosse, fez sentido por um tempo.

Mas depois começou a sentir uma pontada dolorida no meio dessa reação. O que fez com que a teoria inicial caísse por terra. 

Tinha algo de muito triste ali. Tristeza, mesmo. Com certeza, tinha amor. Mas por que ele vinha misturado com tristeza se estava tudo tão... bem?!


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